A Palavra é Espírito!

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‘… as palavras que eu vos disse são espírito e vida.’ (Jo 6.63)

É impressionante a nossa capacidade-incapacitada de, não entendendo o que disse Jesus a Pedro, fazer das letras da Bíblia um texto de infalibilidade gramatical-histórica-lingüistica. Ou seja: por não entendermos que a Palavra é vida e espírito, buscamos explicações teológicas para as discrepâncias literárias de narrativas históricas nos Evangelhos ou de natureza estatísticas em narrativas históricas no Antigo Testamento. Isto leva-nos a viagens de meses e anos de debates teológicos em seminários.

Paulo entendeu muito bem a mensagem de Jesus a Pedro nesta declaração do texto supracitado quando disse: ‘a letra mata, mas o espírito vivifica’. Apesar de estar referindo-se num contexto imediato ao contraste da Lei com a Graça, ele está também mostrando que a Palavra é espírito e mensagem; não letras e textos. Então não está na literalidade de qualquer texto à Palavra, mas a Palavra tem no texto sagrado sua veiculação. Por esta razão:

Paulo entendeu muito bem a mensagem de Jesus a Pedro nesta declaração do texto supracitado quando disse: ‘a letra mata, mas o espírito vivifica’. Apesar de estar referindo-se num contexto imediato ao contraste da Lei com a Graça, ele está também mostrando que a Palavra é espírito e mensagem; não letras e textos. Então não está na literalidade de qualquer texto à Palavra, mas a Palavra tem no texto sagrado sua veiculação. Por esta razão:

Nem tudo o que está dito está escrito.
Não estou falando de alegoria, mas de percepção, discernimento e entendimento da mensagem que o texto carrega. Caso contrário, só conseguiremos ler o texto, e nada mais; sem captar a mensagem. Quantas vezes Jesus, após falar aos discípulos, teve ainda que explicar o significado do que acabara de falar? Várias!

A Palavra veio antes do texto.
É sabido de todos que antes da Revelação tornar-se escrita era falada e transmitida oralmente de geração a geração. Por questões de transmissão, universalidade, preservação e inadulteração que a mesma se tornou escrita. De modo que crentes como Abraão, Noé, Enoque e Moisés conviveram com a Palavra e não com a Bíblia. Foram homens de fé e obediência à Palavra de Deus, mesmo sem um texto para citar, ler ou pregar sobre ele. Com isto demonstraram serem mais perceptivos à Revelação e mais capazes de guardá-la no coração. Muito mais do que na mente eles a guardavam no coração.

Texto sagrado só se torna Palavra quando passa pela vida.
Todo texto sagrado não será Palavra de Deus em nós enquanto em nós não se tornar vida. Isto significa dizer que ler a Bíblia, sabê-la de cor, citá-la de cabo a rabo, saber todas as teologias nelas baseadas, conhecê-la como livro e texto não trás vida. Para nada aproveita, disse Jesus. Só haverá sentido em todas estas coisas se ela se tornar vida, praticidade, verdade na alma, ‘modus vivendi’, credo no concílio do coração. Caso contrário, será apenas a letra que aparentemente é de vida, mas que mata aos poucos os que dela se orgulham.

Por: Pastor Adriano da Silva Moreira

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