DE PASTOR PARA PASTOR, DE LÍDER PARA LÍDER II

“E vos darei pastores segundo o meu coração…” (Jr 3.15)

Dando prosseguimento ao tema supracitado, desejo alistar mais algumas dicas para um ministério e liderança eficaz, segundo Deus. Considerando o alto índice de exigência e expectativa que se dirigem ao líder e que dele demandam atitudes adequadas e espiritualmente elevadas, quero estender minhas considerações sobre o exercício da vocação pastoral. Por isso, detectar aspectos que comprometem a arte de liderar é fundamental para o cumprimento do chamado e vocação recebidos do Senhor. Eis algumas:

Não avalie seu ministério pelo triunfo, mas pelo conteúdo. A síndrome de triunfo alastrou-se assustadoramente no meio da liderança evangélica brasileira. Isto, nocivamente, faz com que cada líder, vocacionado ou não, busque sucesso ministerial a qualquer custo, a despeito de caráter, conteúdo ou ética. Portanto, não se deixe avaliar por sucessos, mas por conteúdos de verdade, seriedade, ética, honestidade, justiça e conformidade com o Evangelho de Jesus.

Não meça seu ministério pelos milagres, mas pela presença de Deus. Parece que estamos vivendo na Era dos Milagres. Se não houver milagres Deus não está presente. Já se associa a presença de Deus a realização de milagres. Jesus ensinou que milagres podem ser usados para o engano do povo, se possível fosse, até dos escolhidos. Com estas palavras Jesus estava dizendo que presença de Deus pode produzir milagres, mas milagres não podem produzir presença de Deus. Nem sempre onde há milagres Deus está presente. Portanto, não meça seu ministério por milagres, mas pela presença poderosa de Deus em sua vida e ministério.

Não valorize seu ministério pelas bênçãos que recebe, mas pela capacidade de abençoar os outros. É impressionante o fato de que cada televangelista que vai pra TV tem que pedir pra ser abençoado com as contribuições dos telespectadores. Não deveria ser o contrário? Jesus não pediu nada a ninguém. Jesus só fez abençoar. Ministérios legítimos e autênticos se conhecem pela capacidade de abençoar os outros, e não de serem abençoados. Ser abençoado é ser benção; não receber bênçãos. Foi o que Deus disse a Abraão: “Se tu uma benção”.
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Precisamos reavaliar nosso conceito de ministério pastoral e vocação divina. Pois, creio que muitos estão profundamente enganados quanto ao ser vocacionado por Deus ao santo ministério da Palavra. Será o seu caso? Pense nisso!

Nele, em quem sou e a quem sirvo!
Pr. Adriano Moreira

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