Egoismo: O Espírito Pós-Moderno

“E direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos.” (Lc 12.19)

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Uma das características inconfundíveis destes tempos modernos, chamado de pós-modernidade, sem dúvida é o espírito egoísta. Este espírito egocêntrico é completamente oposto ao espírito do Evangelho proposto-pregado por Jesus e vivido pela igreja primitiva (Lc 6.38; At 2.44,45). O espírito do Evangelho é altruísta, doador, misericordioso, amoroso, gracioso, comunitário. Portanto, o espírito deste mundo luta diametralmente em oposição ao espírito do Evangelho. Isto, dentro e fora da igreja. Pois quando vemos e ouvimos pregações, louvores, atitudes, propostas, programas etc., que motivam e alimentam o egoísmo, identificamos um antievangelho. Por isso creio que no processo de restauração da igreja nestes últimos tempos, este será um dos elementos que deverá ser eliminado no seio da igreja.

Na parábola do rico insensato [Lucas 12.13-21] Jesus desmascara a índole natural de todo ser humano: o egoísmo. O rico da Parábola é uma denúncia dos pecados próprios do egoísmo. Na postura desse homem rico e egoísta enxergamos pelo menos quatro pecados:
Auto-suficiência: desejo pelo direito de não depender de ninguém. Este é um sinal presente na vida de muitos que se dizem crentes em Jesus. Esta é a busca de todo ser humano: independência divina e humana.

Egocentrismo:
desejo pelo direito de poder viver sem qualquer consideração pela vontade e pelas necessidades dos outros. Não é o que vemos hoje no dia-a-dia das pessoas? Cada um por si e Deus por todos. Não há qualquer interesse pela dor e a necessidade alheia ou em ajudar o próximo.

Prepotência:
anseio pelo distanciamento completo dos embaraços do mundo – acredita estar numa bolha de proteção dentro da qual o sofrimento não existe, como se sua riqueza fosse uma blindagem contra o sofrimento. Não é o que prega a teologia da prosperidade? Não é o que muitos crentes buscam? Como se acredita que o poder financeiro fornece esta prepotência, a busca desenfreada pelo Mamon [o deus das riquezas] explica-se.

Hedonismo:
uma completa negação do mundo, uma forma de negar e afastar-se das complicações da vida, uma entrega absoluta de si mesmo ao prazer: “descansa, coma, beba e divirta-se”. O que o mundo de hoje tem desejado se não o prazer? Inclusive na igreja não se deseja nada que não seja prazer: culto prazeroso, pregação gostosa, louvor agradável etc.. Quando não agrada, busca-se outra igreja. É isto o que os pregadores vendem nos templos e os freqüentadores compram nas campanhas com a moeda da fé.
Aí você me pergunta: Como salvar-se disso? Buscando a praticidade de um Evangelho comunitário que compartilha o amor como único meio pelo qual seremos avaliados por Deus na eternidade [Mt 25.34-46].
Pr. Adriano Moreira

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