LÍDERES PARA O SÉCULO XXI – Parte IX

“DE PASTOR PARA PASTOR, DE LÍDER PARA LÍDER”
“E vos darei pastores segundo o meu coração…” (Jr 3.15)

Parafraseando algumas palavras encontradas em minhas leituras sobre a liderança pastoral, desejo esboçar alguns pontos sobre o tema. Como pastor e líder, vejo e vivencio muitos desafios ministeriais que, sem as devidas precauções, podem levar muitos a desistirem ou fracassarem no cumprimento da chamada. O alto índice de exigência e expectativa que se dirigem ao líder demanda atitudes adequadas e espiritualmente elevadas. Por isso, detectar aspectos que comprometem a arte de liderar é fundamental para o cumprimento do chamado e vocação recebidos do Senhor.

Evite buscar popularidade como indício de aprovação ministerial. Nenhum líder cristão deve objetivar a popularidade como indício de sucesso ministerial e pessoal. Jesus não buscou a popularidade. Ele nos ensina isto, quando diz: “ai de vós, quando vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas” (Lc 6.23). Buscar a popularidade é uma tentação presente na vida de muitos pastores e líderes. Precisamos aprender a servir no ministério como João Batista. Só falou a verdade; viveu a verdade e morreu por ela. Precisamos mais de homens de verdade e da verdade do que de homens de popularidade.

Evite a síndrome de isolacionismo. O índice de líderes isolados tem crescido muito. Este é um dos grandes perigos no ministério pastoral e na liderança. A tarefa pastoral é por demais pesada para qualquer homem, por mais qualificado que ele seja. A razão do isolamento de muitos líderes se dá por duas causas principais: Medo de perder a liderança ou arrogância de ser mentoreado. No primeiro caso, os pastores não deixam que se aproximem deles. Temem até da sombra. Como se o que Deus deu pudesse ser tirado pelos homens. Eu não creio nisso! No segundo caso, a arrogância de se ser pastor impede os mesmos de pedirem ajuda aos mais experientes e de se deixarem mentorear. Pensam serem autossuficientes só por terem chegado à liderança.

Evite a tendência ao descontentamento ministerial em tempo de crise. Nada pior para um pastor ou líder do que se sentir não vocacionado. Bate uma sensação de desperdício de tempo, dinheiro e energias na causa errada. Mas esta é uma das mais fortes tentações do ministério em tempos de crise. Para superar e superar-se nestas horas é preciso viver em constante oração a exemplo de Jesus.

Todo pastor precisa saber que a real avaliação do ministério pastoral não se dará aqui e agora. Portanto, desprovidos do meio real de avaliação vocacional, prossigamos para o alvo de cumprir com alegria o ministério que recebemos do Senhor.

Nele, em quem sou e a quem sirvo!
Pr. Adriano Moreira

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